Crítica – Marvel Deadpool

Sem sombras de dúvidas, Deadpool é com toda certeza o humor ácido em pessoa, ou melhor em “super herói”, pois além de ser um personagem completamente excêntrico, comédia e hilariante, suas habilidades com armas são formidáveis, e seu filme, é tudo o que ele merecia, sem contar que a quebra da 4ª parede foi um dos fatores determinantes pro sucesso.

Roteiro

Sem dúvidas o filme é bastante envolvente, e ao passar dos minutos ele vai explicando todos os fatos que levam aos acontecimentos atuais, com alguns “flashbacks”, fazendo com que o espectador saiba do que se trata o longa, ou melhor, a razão de Deadpool existir e a perseguir seu “único” inimigo.

 

Interpretação

Tem quem diga que Ryan Reynolds, exagerou em sua atuação, mas quem conhece os quadrinhos diria: “Este cara é o novo Deadpool da vida real”, pois sua atuação foi excepcional e o personagem virou parte de Reynolds (geralmente é o contrário que ocorre), pois seria muito difícil imaginar outro ator fazendo tal atuação, sem contar que até mesmo o merchandising com Reynolds foram “únicos” e “autênticos”.

Efeitos Especiais

Jogos Vorazes - Oops - Ryan Reynolds em Deadpool
Jogos Vorazes – Oops – Ryan Reynolds em Deadpool

Não vamos mentir que o efeito sonoro deixou bastante a desejar, afinal eram novas técnicas de captação e geração de áudio (a famosa 360º com mixagem em Dolby Atmos), que deveriam ser muito melhores exploradas. Mas pensando nas explosões, obviamente que um filme vindo de um quadrinho da Marvel não poderia faltar, os efeitos não foram usados de forma excessiva, deixando um tom de mais naturalidade, criando uma boa conexão com os cenários, que foram baseados em subúrbios (danceterias, botecos, becos de ruas periféricas, casas de streeps e locais desfavorecidos socialmente).

O figurino foi sensacional, muito bem confeccionado, e quando Deadpool não está escondido sob a máscara, seu desfigurado rosto provou a capacidade dos maquiadores em levar o personagem aquele quem veste, pois em alguns momentos poderíamos muito bem pensar que Reynolds virou o seu “inimigo de espelho”. Lógico que a boa captação de imagens e fotografia deixou o resultado das filmagens num nível que a obra merecia, e a direção de arte não falhou em sincronizar tudo o que poderia ser mostrado em uma imagem com cores e luzes que correspondem a uma “perfeita” realidade.

Direção

Deadpool 2016 - 01
Deadpool 2016 – 01

A edição de Deadpool 2016 foi bem harmoniosa, e mostrou que todos os setores de produção até a pós-produção estiveram trabalhando com um mesmo objetivo, entregar um filme completo com a máxima qualidade possível merecida. Mas não foi tão sobressalente, já que a ausência do 3D (tecnologia onde as imagens são vista em mais de uma camada, dando a impressão de profundidade), deixava o conjunto produtivo menor, o que deixaria a pós-produção menos “afogada” para fazer um trabalho ainda melhor.

Os diretores, parecem ter encontrado o caminho certo para mostrar que o pessoal da Fox ainda sabe fazer uma boa adaptação das obras da Marvel depois do último fracasso na mão da 20th Century Fox (Remake de 4th Fantastic – Quarteto Fantástico), pois eles não apenas deram vida ao Deadpool, como eles deram luz a uma nova modalidade de personagens heróis ao cinema, pois tirando o sucesso inimaginável de Homem de Ferro e Capitão América (Marvel), que são completos fracassos nos quadrinhos por serem muito comuns, um endocêntrico hilariante não é aquilo que todos esperam ver de um super-herói, mas foi aquilo que todos (considere entre 16 à 45 anos) esperavam ver de um bom filme fictício com base na comédia e mais comédia (fazendo um paralelo aos principais sucessos do cinema na modalidade ficção, onde instalam suas bases na aventura, drama e fantasia)

Diversão

Deadpool 2016 - 02
Deadpool 2016 – 02

Meus amigos críticos de cinema, filmes, salas e operadoras de cinema apostavam que Deadpool ia ser apenas “divertido” por aqueles que conhecem sobre “Deadpool”, mas não é verdade, pois o seu roteiro não foi ruim, e o sucesso do filme não está na aceitação dos fãs de longa data, até por que poucos sabiam que ele existia até começar os ester-eggs de autopromoção do “mutante tagarela ou mercenário tagarela”, pois foi quase que uma infinidade de aparições, desde a cartazes de outros filmes no formato Deadpool a comerciais de auto ajuda e conscientização humanitária, ou seja, ser fã ou não de Deadpool não foi o resultado do sucesso dele, e sim todo o conjunto.

O uso da quebra da 4ª parede, onde o personagem conversa com seu leitor (no caso com seu espectador – filme), foi muito bem explorado, e isso fez com que do primeiro aos últimos quadros (cenas pós credito) o tornasse um personagem que está ao nosso lado, um filme que faz parte do nosso cotidiano.

A soma completa de todos os itens, mesmo que com algumas ausências, levaram Deadpool a ser a maior bilheteria de um mês de fevereiro e provavelmente mais títulos o esperam por vir, e isso tudo, por que ele simplesmente é DIVERTIDO, e é exatamente isso o que as pessoas esperam de um bom filme!

Opinião

Com um orçamento tão baixo, com um público mais restrito, e ter seus 65 milhões de dólares de bilheteria na primeira semana, este realmente é um longa metragem que merece aplausos!

Deadpool - Cover Cinema
Deadpool – Cover Cinema

Fonte: Marvel.com | Fox Filme do Brasil

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